Como funciona

Teoria online, aulas presenciais e prática em cadáver fresco

O curso combina uma plataforma de aulas teóricas, para estudar no seu ritmo antes e depois do treinamento, com dois dias presenciais em São Paulo: um de aulas e discussão com os instrutores e outro de prática supervisionada em cadáver fresco.

40h de aulas teóricas na plataforma online

Videoaulas com mentores nacionais e internacionais, com acesso por 12 meses, para preparar o treinamento e revisar quando quiser.

16h de imersão presencial em 2 dias

Dia 1: aulas presenciais sobre fundamentos, técnicas uniportal e biportal (UBE) e complicações, com discussão após cada tema. Dia 2: cadaver lab com supervisão dos instrutores.

4 estações práticas em rotação

  • Estação 1: abordagem transforaminal lombar
  • Estação 2: abordagem interlaminar endoscópica
  • Estação 3: abordagem endoscópica biportal (UBE)
  • Estação 4: abordagem endoscópica biportal (UBE)

Sua jornada no curso

  1. Antes do curso

    Aulas teóricas na plataforma online, para chegar preparado à parte presencial.

  2. Dia 1: aulas presenciais

    Fundamentos, técnicas uniportal e biportal, complicações e terapias físicas, com discussão após cada tema.

  3. Dia 2: cadaver lab

    Briefing de segurança e rotação entre as estações práticas no Quirontec, com instrutores ao lado.

  4. Depois do curso

    Certificado, acesso à plataforma por 12 meses e discussão de casos com os especialistas.

Por que treinar em cadáver?

A endoscopia de coluna tem uma curva de aprendizado exigente, porque o cirurgião opera guiado por imagem de vídeo e precisa construir percepção espacial em duas dimensões na tela. O treino em cadáver permite praticar antes da aplicação clínica e complementa, sem substituir, a formação supervisionada.

Representação conceitual da curva de aprendizado: o treino em cadáver concentra as primeiras repetições antes da prática clínica Treino em cadáver Prática clínica supervisionada Número de procedimentos Domínio técnico
Representação conceitual, sem escala numérica.

Curva de aprendizado mais segura

Errar e corrigir sem expor pacientes.

Anatomia endoscópica real

Reconhecer planos, estruturas e referências pela ótica do endoscópio.

Repetição com instrutor

Mais tempo de mão no instrumental, com feedback imediato.

Manejo de intercorrências

Treinar a resposta a situações difíceis antes que apareçam.

Baseado em evidência

O que diz a evidência sobre a curva de aprendizado

A técnica endoscópica exige volume de casos até ficar estável. Os números abaixo vêm de metanálises e de um inquérito internacional com cirurgiões.

21 casos para superar 80% do déficit de tempo cirúrgico na discectomia endoscópica transforaminal[1]

O tempo cai de cerca de 95 min no primeiro caso para um platô estimado de 66 min, alcançado por volta do 59º caso.

25 % de risco estimado de complicação no primeiro caso transforaminal[1]

Uma redução relativa de 80% nesse risco exigiu cerca de 41 casos na mesma metanálise (13 estudos, 864 pacientes).

37,5 casos em média até o ponto de corte da curva de aprendizado na cirurgia biportal (UBE)[2]

Variação de 14 a 58 casos. Complicações: 14,3% no grupo inicial e 4,4% no grupo tardio.

57,6 % dos 375 cirurgiões endoscópicos de coluna apontaram simulação ou cadáver como o método de treino mais útil[3]

Cursos teóricos, online ou presenciais, vieram em segundo lugar, com 17,9%.

Interpretação: os estudos usam critérios diferentes (tempo cirúrgico, complicações, resultado clínico) e, em geral, séries de um único cirurgião. Os números indicam ordem de grandeza, não metas individuais.

Para quem é

  • Ortopedistas e neurocirurgiões que querem começar na endoscopia de coluna.
  • Cirurgiões que já operam e desejam refinar a técnica ou aprender novas abordagens.
  • Residentes e fellows, conforme os critérios de cada turma.

Pré-requisitos

Para ortopedistas e neurocirurgiões com atuação em coluna.
O conteúdo vai do básico ao avançado, nas técnicas uniportal e biportal (UBE).

Programa

  1. Módulo 1

    Fundamentos da cirurgia endoscópica

    • Anatomia topográfica, radiológica e endoscópica na abordagem transforaminal lombar
    • Anatomia topográfica, radiológica e endoscópica na abordagem interlaminar lombar
  2. Módulo 2

    Cirurgia endoscópica uniportal

    • Planejamento da cirurgia endoscópica
    • Abordagem transforaminal
    • Abordagem interlaminar
    • Foraminoplastia e foraminotomia endoscópica lombar
    • Descompressão endoscópica uniportal na estenose do canal lombar
  3. Módulo 3

    Cirurgia endoscópica biportal (UBE)

    • Princípios básicos de descompressão lombar
    • Princípios básicos de fusão lombar
  4. Módulo 4

    Complicações e intercorrências

    • Prevenção, reconhecimento e manejo na cirurgia endoscópica
  5. Módulo 5

    Terapias físicas nas patologias musculoesqueléticas

    • Terapia por ondas de choque e protocolos
    • Laser e protocolos
    • Campo eletromagnético e protocolos
    • Preparo do solo como coadjuvante ao tratamento
  6. Módulo 6

    Cadaver lab

    • Introdução ao laboratório e briefing de segurança
    • Rotação entre as estações práticas
    • Abordagens transforaminal, interlaminar e biportal (UBE)

Hands-on

Habilidades que o treino em cadáver permite praticar

Cada etapa abaixo é uma fonte conhecida de dificuldade nos primeiros casos. No cadáver, você repete até a sequência ficar natural.

  1. Planejamento e posicionamento

    Escolha do acesso pela imagem, posição do paciente e da equipe, ergonomia da torre de vídeo.

  2. Marcação fluoroscópica

    Definir ponto de entrada e trajetória com o arco em C, reduzindo tentativas e exposição à radiação.

  3. Docking

    Assentar a cânula de trabalho no alvo (forame, faceta ou lâmina) com segurança.

  4. Foraminoplastia

    Ampliar o forame com brocas ou trépanos quando a anatomia limita o acesso transforaminal.

  5. Flavectomia

    Abrir o ligamento amarelo para entrar no canal no acesso interlaminar.

  6. Identificação de estruturas

    Reconhecer raiz, saco dural, disco e vasos epidurais pela ótica do endoscópio.

  7. Discectomia e descompressão

    Remover o fragmento herniado e descomprimir a raiz com pinças e brocas endoscópicas.

  8. Hemostasia e irrigação

    Usar radiofrequência bipolar e controlar o fluxo de soro para manter o campo limpo.

  9. Manejo de intercorrências

    Simular lesão dural, sangramento e desorientação, e treinar a resposta.

Técnicas que você vai treinar

Cada acesso chega ao disco e ao canal por um caminho diferente. Selecione para ver a trajetória no corte axial.

Abordagem transforaminal

O endoscópio entra pela região póstero-lateral, atravessa o forame intervertebral (por onde sai a raiz nervosa) e chega ao disco e ao canal sem ressecção da lâmina.

Indicação frequente em hérnias foraminais e extraforaminais e em parte das paramedianas, conforme a anatomia de cada caso.

Também abordamos o acesso endoscópico cervical. Ilustração esquemática, fora de escala.

Corte axial esquemático da coluna lombar na altura do disco, com as trajetórias dos acessos transforaminal, interlaminar e biportal Anterior Posterior
Hérnia de disco Raiz nervosa Saco dural

Comparativo das técnicas

Comparativo entre os acessos endoscópicos e a microdiscectomia
CritérioTransforaminal (uniportal)Interlaminar (uniportal)Biportal (UBE)Microdiscectomia
Via de acessoPóstero-lateral, pelo forame intervertebralPosterior, pela janela interlaminarPosterior, interlaminar, com dois portaisPosterior, por incisão aberta pequena
Portais1 (endoscópio com canal de trabalho)1 (endoscópio com canal de trabalho)2 (ótica e trabalho, independentes)Não se aplica
VisualizaçãoEndoscópio, imagem em vídeoEndoscópio, imagem em vídeoArtroscópio, imagem em vídeoMicroscópio cirúrgico
MeioIrrigação salina contínuaIrrigação salina contínuaIrrigação salina contínuaMeio aéreo
InstrumentalEndoscópico dedicadoEndoscópico dedicadoConvencional e artroscópicoConvencional
Usos frequentesHérnias foraminais, extraforaminais e parte das paramedianasL5-S1, hérnias centrais ou migradas, estenose de recessoDescompressões, estenose de canal, discectomiaDiscectomia lombar, referência histórica
Curva de aprendizado na literatura~21 casos para 80% do ganho de tempo; platô perto de 59Números semelhantes, com evidência mais incertaMédia de 37,5 casos (14 a 58)Técnica de base na formação do cirurgião

Curva de aprendizado segundo metanálises[1][2]. Em ensaio randomizado, a discectomia endoscópica interlaminar e transforaminal teve resultados clínicos comparáveis aos da microcirurgia em casos selecionados[4].

O Cadaverlab por dentro

Fotos reais das turmas, com autorização de imagem dos participantes.

Quem conduz o treinamento

Instrutores que operam e ensinam endoscopia de coluna. Veja formação, registro profissional e publicações de cada um.

Ver toda a equipe

O que está incluído

  • Técnicas uniportal e biportal (UBE), de descompressão e fusão
  • Supervisão personalizada pelos instrutores
  • Material didático exclusivo
  • Coffee breaks e almoço no dia do cadaver lab
  • Certificado de participação
  • Suporte dos especialistas e discussão de casos após o curso
  • Networking com cirurgiões de todo o Brasil

Onde acontece

Local do treinamento prático: São Paulo/SP

A imersão prática acontece em um centro de treinamento em cadáver fresco, com estrutura completa para educação médica continuada.

  • Quirontec, em São Paulo (SP), a 10 minutos do Aeroporto de Congonhas
  • Centro de treinamento em cadáver fresco (fresh frozen)
  • Laboratório de anatomia com 10 estações, TVs de 55" e macas radiotransparentes
  • Auditório para até 130 pessoas, com transmissão ao vivo do laboratório
  • Vestiários com chuveiros e área de convivência
  • Restaurante no local
  • Serviço de traslado entre hotel e evento

Próximas turmas

Lista de espera

Novas turmas em breve: seja avisado primeiro

Deixe seu contato e avisamos por e-mail e WhatsApp assim que as inscrições da próxima turma do Cadaverlab abrirem, antes da divulgação geral. As vagas são limitadas por estação.

Aviso: Próximo Cadaverlab

Guia

Como escolher um curso de endoscopia de coluna

Sete critérios para comparar treinamentos antes de investir. Use a mesma lista para avaliar o EndoColuna Cadaverlab.

  1. Instrutores que operam

    Pergunte quantos procedimentos endoscópicos os instrutores fazem e se publicam ou ensinam a técnica.

  2. Proporção aluno por instrutor

    Quanto menor, mais correção individual durante a prática.

  3. Tempo real de hands-on

    Compare as horas de prática com as horas de aula. Em técnica endoscópica, a repetição pesa mais.

  4. Equipamento próximo da sala cirúrgica

    Torre de vídeo, óticas, fluoroscopia e instrumental iguais aos que você vai usar.

  5. Programa e nível de entrada claros

    Turmas para iniciantes e avançados não devem misturar objetivos.

  6. Procedência ética das peças

    Exija informação sobre origem legal e documentação dos espécimes anatômicos.

  7. Avaliação e continuidade

    Feedback individual, certificado com carga horária e caminho para casos supervisionados depois do curso.

Cadáver, modelo sintético, simulador ou casos supervisionados?

Comparativo das ferramentas de treino em endoscopia de coluna
AspectoCadáverModelo sintéticoSimulador virtualCasos supervisionados
Anatomia e tecidoReaisAproximadosVirtuaisReais
Repetição sem risco ao pacienteSimSimSimNão
Fluoroscopia e instrumental reaisSimEm geral, simNãoSim
Sangramento e irrigaçãoLimitadosLimitadosSimuladosReais
Melhor momentoAntes dos primeiros casosPrimeiros contatos com a técnicaCoordenação inicialDepois do treino prático

Em laboratório com modelo sintético e cadáver, o conforto relatado com o acesso transforaminal subiu de 2,6 para 5,9 numa escala de 10[5]. As ferramentas se complementam: nenhuma substitui a prática supervisionada.

Perguntas frequentes

O que é o EndoColuna Cadaverlab?

É um treinamento de cirurgia endoscópica de coluna para ortopedistas e neurocirurgiões: 40 horas de aulas teóricas online, com acesso por 12 meses, e 2 dias presenciais em São Paulo: um dia de aulas com os instrutores e um dia de cadaver lab em cadáver fresco, nas técnicas uniportal e biportal (UBE).

Onde acontece a parte presencial?

Em São Paulo (SP). As aulas do primeiro dia acontecem em hotel, e o cadaver lab do segundo dia no Quirontec, centro de treinamento em cadáver fresco a 10 minutos do Aeroporto de Congonhas, com serviço de traslado entre hotel e evento.

Já opero coluna. O curso vale a pena para mim?

O curso vai do básico ao avançado e aprofunda as técnicas uniportal e biportal, de descompressão e de fusão, com mentoria durante a prática. Cirurgiões experientes costumam usá-lo para incorporar ou refinar a endoscopia.

Tenho pouca segurança com a técnica biportal. Consigo acompanhar?

Sim. A prática é supervisionada, com instrutores ao lado corrigindo a técnica, e o acompanhamento continua depois do curso, com discussão de casos.

O curso ensina a escolher a técnica para cada caso?

Sim. O conteúdo inclui indicação cirúrgica, identificação dos geradores de dor (pain generators) e escolha da abordagem com base no diagnóstico clínico e nos exames de imagem.

Há acompanhamento depois do curso?

Sim. Os alunos têm suporte dos especialistas, discussão de casos e acesso à plataforma teórica por 12 meses para revisar o conteúdo.

Por que treinar em cadáver antes de operar pacientes?

A endoscopia de coluna tem curva de aprendizado exigente. O treino em cadáver permite praticar acesso, orientação anatômica e manuseio dos instrumentos antes da aplicação clínica, sem expor pacientes, e complementa a formação supervisionada.

O que se pratica em um cadaverlab de endoscopia de coluna?

No EndoColuna, os alunos fazem rodízio entre estações de abordagem transforaminal lombar, interlaminar e biportal (UBE). Em cada uma se treinam planejamento e posicionamento, marcação com fluoroscopia, docking da cânula, foraminoplastia, abertura do ligamento amarelo, identificação de raiz e saco dural, discectomia, hemostasia com radiofrequência, controle da irrigação e resposta a intercorrências.

Preciso ter feito cirurgia endoscópica antes do curso?

Não é obrigatório. O conteúdo vai do básico ao avançado, e as aulas online preparam para a prática. Se você está começando, revise anatomia e assista às aulas antes do treinamento.

Treinar em cadáver garante segurança na primeira cirurgia?

Não garante. O treino em cadáver reduz o desconhecimento técnico e a desorientação inicial, mas a prática clínica deve começar por casos selecionados e, sempre que possível, com supervisão de um cirurgião experiente.

Qual a diferença entre treinar em cadáver e em simulador?

O cadáver oferece anatomia e tecido reais, com fluoroscopia e instrumental de verdade. Modelos sintéticos e simuladores ajudam nos primeiros contatos e na coordenação. As ferramentas se complementam, e em inquérito com 375 cirurgiões a simulação ou o cadáver foi apontado como o método de treino mais útil.

Quais técnicas são abordadas?

Técnicas uniportal (transforaminal, interlaminar, foraminoplastia e descompressão na estenose do canal lombar) e biportal (UBE), de descompressão e de fusão, além de anatomia topográfica, radiológica e endoscópica, planejamento e complicações. O programa inclui também aulas sobre terapias físicas nas patologias musculoesqueléticas, como ondas de choque, laser e campo eletromagnético.

Como faço a inscrição?

Escolha a turma na seção Próximas turmas e use o botão de inscrição, ou fale com a equipe pelo WhatsApp.

Referências

  1. Koh CH, Booker J, Choi D, et al. Learning Curve of Endoscopic Lumbar Discectomy: A Systematic Review and Meta-Analysis of Individual Participant and Aggregated Data. Global Spine Journal. 2025;15(2):1435-1444. doi:10.1177/21925682241289901
  2. Liu S-X, Chen R-S, Chen C-M, et al. Unilateral biportal endoscopic spine surgery: a meta-analysis unveiling the learning curve and clinical benefits. Frontiers in Surgery. 2024;11:1405519. doi:10.3389/fsurg.2024.1405519
  3. Xie Y, Zhou Q, Wang Y, et al. Training to be a spinal endoscopic surgeon: What matters? Frontiers in Surgery. 2023;10:1116376. doi:10.3389/fsurg.2023.1116376
  4. Ruetten S, Komp M, Merk H, Godolias G. Full-endoscopic interlaminar and transforaminal lumbar discectomy versus conventional microsurgical technique: a prospective, randomized, controlled study. Spine. 2008;33(9):931-939. doi:10.1097/BRS.0b013e31816c8af7
  5. Basil G, Brusko GD, Brooks J, Wang MY. The Value of a Synthetic Model-based Training Lab to Increase Proficiency with Endoscopic Approaches to the Spine. Cureus. 2020;12(3):e7330. doi:10.7759/cureus.7330

Fontes consultadas em outubro de 2026. Conteúdo educacional para profissionais de saúde.

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